ORIGEM DA IGREJA CATÓLICA

A origem do catolicismo foi em razão do desvio doutrinário das igrejas primitivas.  Após a morte de Cristo, fundador da Igreja, seus discípulos ficaram vulneráveis aos ataques dos adversários. Estevão foi morto apedrejado pela multidão enfurecida, Atos 7:57-60.  Mais tarde o apóstolo Tiago foi morto à espada pelo rei Herodes, Atos 12:1-2. Por incrível que pareça, as perseguições dos inimigos colaboraram para surgimento de outras igrejas.  O livro de Atos diz “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra” (Atos 8:4).

Devido a perseguição os discípulos fugiram de Jerusalém e por onde passavam o Evangelho era anunciado.  Filipe, que era um dos fugitivos, pregou na cidade de Samaria e também ao eunuco, homem importante da Rainha da Etiópia.  É bem possível que o eunuco tenha levado o Evangelho ao país da Etiópia.

Porém, as perseguições não se restringiram somente aos ataques físicos.   Satanás é um inimigo muito inteligente e sutil.  Deus criou Lúcifer e não o Diabo.  Lúcifer (portador da Luz) se transformou no Diabo porque queria ser semelhante ao Criador, Ezequiel 28:15-17.  Quando Satanás percebeu que matar os cristãos não estava surtindo efeito, então resolveu mudar de tática.  O Diabo resolveu solapar a fé dos crentes introduzindo idéias estranhas ao Evangelho de Cristo.   Ainda nos dias dos apóstolos alguns crentes começaram a acreditar que a fé em Cristo não era suficiente para a salvação da alma.   As obras foram acrescentadas à fé para alcançar a graça de Deus.  No Livro de Atos podemos confirmar este fato: “ENTÃO alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos” (Atos 15:1).   Alguns falsos pregadores entraram sorrateiramente nas igrejas da Galácia e ensinaram que era necessário guardar os preceitos da lei, transtornando assim o verdadeiro Evangelho de Cristo, Gálatas 1:7. Paulo admoestou aos irmãos gálatas que qualquer outro evangelho diferente que ele tinha anunciado deveria ser considerado anátema (maldito), Gálatas 1:8. Paulo não cedeu nenhum momento aos falsos ensinadores, e procurou reconduzir os irmãos gálatas à fé verdadeira, Gálatas 2:5; 3:10-11.

Depois que os apóstolos morreram as igrejas continuaram sendo atacadas doutrinariamente. João, o último dos apóstolos a morrer, foi escolhido por Cristo para escrever às sete igrejas da Ásia. Capítulos dois e três de Apocalipse mostram claramente os problemas que cada uma das sete igrejas tinham.  As igrejas foram contagiadas pelo vírus maligno do inimigo.

Um outro erro que penetrou nas igrejas foi a de alguns homens que se diziam cristãos, assenhorearem da herança de Deus.  O apóstolo Pedro já havia advertido a respeito disso: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (I Pedro 5:1-2).  Diótrefes, ainda no tempo do apóstolo João, queria dominar a qualquer custo uma igreja local.   “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe” (III João 9).

Depois dos erros citados acima seguiu-se outro que tem sido uma das marcas da Igreja Católica Romana e de outras que dela saíram.  “A Regeneração Batismal”.  A idéia de que o batismo poderia ajudar na salvação da alma começou ainda no final no 2º século.  Neste século muitas igrejas já haviam desviadas dos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos.  Muitas igrejas questionavam que se a Bíblia fala tanto do batismo, então ele tem um valor que pode ajudar na remissão da alma.

No início do ano 313 A.D., o cristianismo tinha alcançado uma poderosa vitória sobre o paganismo.  Um novo imperador veio ocupar o trono do Império Romano.  Ele evidentemente reconheceu algo do misterioso poder dessa religião que continuava a crescer, não obstante a intensidade da perseguição.  A História diz que este Imperador que não era outro senão Constantino, teve uma maravilhosa e real visão.   Divisou no céu uma CRUZ de brilhante luz vermelha na qual estavam escritas a fogo as seguintes palavras: “Com este sinal vencerás”. Constantino interpretou isto como uma ordem para que se tornasse cristão. Entendeu ainda que abandonando o paganismo e uniu do o poder temporal do Império Romano ao poder espiritual do Cristianismo o mundo seria facilmente conquistado.  Deste modo, a religião cristã se tornaria uma religião universal e o Império Romano o Império de todo o mundo.  Assim sob a liderança do Constantino veio um descanso, um galanteio e uma proposta de casamento.   O Império Romano por intermédio de seu imperador pediu em casamento o cristianismo.  Para tornar efetiva e consumada esta profunda união, um concílio foi convocado. Em 313 A. D. foi feita uma convocação para que fossem enviados, juntamente, representantes de todas as igrejas cristãs.  Muitas, mas nem todas, vieram. A aliança estava consumada. Uma hierarquia foi formada. Na organização desta hierarquia Cristo foi destronado como cabeça da igreja e Constantino foi entronizado (ainda que temporariamente, já se vê) como cabeça da igreja.

A hierarquia estava definitivamente começando a desenvolver-se no que conhecemos hoje comoIgreja Católica ou Universal. Pode-se dizer que isso tinha começado, se bem que, indefinidamente, já no fim do 2o século ou no início do 3o quando as novas idéias com referência aos bispos e ao governo da Igreja começaram a se formar.   Deve ser também claramente lembrado que, quando Constantino fez a convocação para o citado Concílio houve muitos cristãos (batistas) que deixaram de responder à mesma. Eles não aprovavam o casamento da religião com o estado, nem a centralizarão do governo religioso, nem a criação de um tribunal religioso mais elevado, de qualquer espécie que não fosse a Igreja local. Estes cristãos (batistas) bem como suas igrejas deste tempo ou mais tarde não aceitaram a hierarquia denominacional católica.

Quando esta hierarquia foi criada, Constantino, que tinha sido feito o seu cabeça, não era ainda cristão. Ele tinha decidido tornar-se, mas como as igrejas que o acompanharam na fundação desta organização hierárquica, tinham adotado o erro da regenerarão batismal, uma série questão se levantou na mente de Constantino: ”Se eu sou salvo dos meus pecados pelo batismo, como escapar os meus pecados posteriores ao batismo?” Constantino levantou assim. Uma questão que iria perturbar o mundo em todas as gerações seguintes. Pode o batismo lavar de antemão os pecados não cometidos? (ou sãs) os pecados cometidos antes do batismo lavados por um processo (isto é, pelo batismo) e os cometidos depois do batismo, por um outro processo?

Não tendo sido possível resolver satisfatoriamente a muitas questões assim levantadas, Constantino resolveu finalmente unir-se aos cristãos, mas adiando o seu batismo para mais perto de sua morte, porque assim todos os seus pecados poderiam ser lavados de uma só vez. Este propósito ele seguiu e não havia sido ainda batizado até pouco antes de sua morte. <>Abandonando a religião pagã e aderindo ao Cristianismo, Constantino incorreu em séria reprovação por parte do Senado Romano. Eles repudiaram ou, ao menos, opuseram-se à sua resolução. Esta oposição resultou finalmente na mudança da sede do Império de Roma para Bizânico, uma velha cidade reedificada, que logo depois teve o nome mudado para Constantinopla, em honra a Constantino. Como resultado surgiram duas capitais para o Império Romano: Roma e Constantinopla. Essas duas cidades, rivais por vários séculos, por fim se tomaram o centro da Igreja Católica dividida: Romana e Grega.

Constantino fez cessar a perseguição aos cristãos em todo o império e gradualmente foi cumulando-os de favores. O imperador logo percebeu a clara divisão entre os cristãos. Percebera a importância de ser apoiado pela hierarquia de uma religião poderosa. Mas precisava que essa hierarquia fosse unânime em sua fidelidade ao Estado. Assim, embora pagão, presidiu concílios da Igreja e obrigou-a a unificar-se. Devido a essa atitude foi prontamente contrariado pelos anabatistas. Indignado, e aliando-se aos cristãos errados, baniu e perseguiu os fiéis que não concordaram com sua unificação das igrejas. Começaram as terríveis perseguições das seitas cristãs oficiais – protegidas pelo imperador – contra as não oficiais, os anabatistas, que se mantiveram independentes do governo. Pela primeira vez na história, a partir do ano 313, encontramos a página mais triste da história das igrejas. Encontramos cristãos errados perseguindo os cristãos fiéis. Esta perseguição, além de visar o extermínio dos anabatistas, também foi a mais longa. Durou mais de mil e trezentos anos, vindo a terminar após a Reforma no século XVII.

Depois que Constantino se tornou o cabeça das igrejas desviadas da verdade, as mudanças doutrinárias nestas igrejas, foram se avolumando a cada ano que passava.  A idéia de que o batismo poderia ajudar na regeneração da alma tinha larga aceitação por parte dos desviados que aceitaram o casamento com o poder temporal.  A igreja que aceitou Constantino como seu cabeça, acreditando que o batismo era um agente ou meio de salvação, achava que quanto mais cedo fosse administrado o batismo, mais garantia poderia ter da salvação.  Foi então que surgiu o “batismo infantil”.  Por que esperar a idade adulta ou mesmo a velhice para ser batizado? “Ninguém sabe o que pode acontecer amanhã”, pensavam os simpatizantes da “nova igreja”. Antes disto “crentes” e “crentes” somente, eram considerados em condições de submeterem-se ao batismo.  ”Aspersão” e “derramamento” eram formas até então desconhecidas. Vieram muito mais tarde.  Por vários séculos os infantes eram, como os demais, imersos.  A Igreja Ortodoxa Grega (que é um grande ramo da Igreja Católica) até hoje não mudou a forma original de batismo.  Ela pratica o batismo infantil, mas nunca procedeu de outro modo que não o da imersão das crianças. (Nota. alguns historiadores da igreja põem o inicio do batismo infantil neste século, mas eu citarei um pequeno parágrafo das “Robinson’s Ecclesiastical Researches” (Pesquisas Eclesiásticas de Robinson):

“Durante os primeiros três séculos as congregações espalhadas no oriente funcionaram em corpos independentes e separados, sem subvenção por parte do governo, e, conseqüentemente, sem qualquer poder secular da Igreja sobre o Estado ou vice-versa. Em todo esse tempo as igrejas batizavam e, segundo o testemunho os Pais dos primeiros 4 séculos, até Jerônimo (370, A. D.), na Grécia, Síria e África, é mencionado um grande número de batismos de adultos, sem a apresentação de ao menos um batismo de criança, até o ano 370 A. D.” (Compêndio de História Batista por Shackelford, p. 43; Vedder p. 50; Chrishan p. 31; Orchard p. 50, etc.).

A hierarquia organizada sob a liderança de Constantino, rapidamente se concretizou naquilo que agora conhecemos como Igreja Católica. E a novel igreja se associou ao governo temporal, não mais para ser simplesmente a entidade executiva das leis completas do Novo Testamento, mas começou a ser legislativa, começando a emendar e anular leis primitivas, bem como a criar regras completamente estranhas à letra e ao espírito do Novo Testamento.

Uma das primeira ações legislativas da Igreja, e uma das mais subversivas quanto aos resultados foi o estabelecimento, por lei, do batismo infantil. Em virtude desta lei o batismo infantil tornou-se compulsório. Isto ocorreu em cerca de 416 A. D. Ele já existia, em casos esparsos, provavelmente, um século antes desde decreto. Mas, com a efetivação por lei desta prática dois princípios do Novo Testamento foram naturalmente abordados: – o do “batismo dos crentes” e o da “obediência voluntária ao batismo”.

Como conseqüência inevitável desta nova doutrina e lei, ,as igrejas desviadas foram rapidamente se enchendo de membros inconversos. E de fato não se passaram muitos anos até que a maioria, provavelmente, de seus membros fosse composta de pessoas não regeneradas. Assim os grandes interesses espirituais do Reino de Deus caíram nas mãos de um incrédulo poder temporal. Que se poderia esperar então?

Em 426 A.D., justamente 10 anos depois do estabelecimento legal do batismo infantil, foi iniciado o tremendo período que conhecemos como “Idade das Trevos” (Idade Média, not. Do trad.). Que período! Quão tremendo e sanguinolento o foi!  A partir de então, por mais uma dezena de séculos o rasto do cristianismo do Novo Testamento foi grandemente regado pelo sangue dos cristãos. Milhões de crentes perderam suas vidas, pagando o preço da fidelidade ao Senhor Jesus Cristo. Preferiram morrer do que negar o nome do Senhor que os resgatou pela cruz do Calvário.  Nossos antepassados sofreram as mais variadas e terríveis perseguições por parte dos que se uniram ao poder temporal.  Creio que nem Constantino tinha a idéia do resultado da união do seu império com os chamados cristãos.

Foi ainda no alvorecer da “Idade das Trevas” que o Papismo tomou corpo definitivo. Seu inicio data de Leão II de 440 a 461 A.D. Este título, semelhantemente ao nome dado à Igreja Católica, tinha possibilidade de um amplo desenvolvimento. O nome aparece aplicado primeiramente, para designar o bispo de Roma, 296-404 A.D. mas foi formalmente adotado pela primeira vez por Cirilo, bispo de Roma 384-398. Mais tarde foi adotado oficialmente por Leão II, 440-461. Sua universalidade foi reclamada em 707.

Alguns séculos mais tarde foi declarado por Gregório VII, ser o titulo exclusivo do Papado. Por falta de espaço, infelizmente, não poderemos descrever neste pequeno estudo todas as mudanças que houve no decorrer dos séculos no seio da Igreja Católica.  Mas vamos dar uma súmula dos mais significativos eventos ocorridos nos primeiros cinco séculos:

1) A mudança gradual do governo democrático da Igreja para o governo eclesiástico.

2) A mudança da salvação pela graça para a salvação pelo batismo.

3) A mudança do batismo de crentes para batismo infantil.

4) A hierarquia organizada. Casamento da Igreja com Estado.

5) A sede do Império mudada para Constantinopla.

6) O Batismo Infantil estabelecido por lei e tornado compulsório .

7) Os cristãos nominais começam a perseguir os cristãos.

8) A “Idade de Trevas” começa em 426 a.D.

9) A espada e a tocha, de referência ao Evangelho, que se tornou o poder de Deus para a salvação.

10) Todo o vestígio de liberdade religiosa é desfeito, coberto e enterrado por muitos séculos.

11) As igrejas fiéis ao Novo Testamento são perseguidas e tratadas por nomes diversos. São ainda açuladas para o mais longe possível do poder temporal católico. O remanescente destas igrejas se espalhou por todo o mundo e é achado, talvez escondido, em florestas, montanhas, vales, antros e cavernas da terra.

 

BIBLIOGRAFIA:

O BATISMO ESTRANHO E OS BATISTAS, por W.MNEVINS.

RASTO DE SANGUE, por J.M.CARROLL.

A ORIGEM, por GILBERTO STEFANO

A HISTÓRIA DOS BATISTAS, por JERRY DONALD ROSS.

Trabalho elaborado:
Antônio Carlos Dias
Bauru, São Paulo

Rua 12 de Outubro, nº 4-3
Jardim Bela Vista
17060-300 Bauru, São Paulo
Telefone: (014) 232-5025
E-mail: antodias@uol.com.br
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

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Reverência no Culto

Habacuque 2:20 – O Senhor está no seu Santo Templo; cale-se diante dele toda terra.

Não podemos esquecer que o conceito de templo do Velho Testamento é diferente do nosso, mas também não devemos olvidar que o Imutável Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente pois nele não pode haver variação ou sombra de mudança.

Com essas colocações, o que o texto de Habacuque nos ensina?

1. Se no VT o povo se reunia no templo para cultuar a Deus e era requerido um silêncio reverente por causa da presença solene de Deus, no NT essa mesma reverência é requerida quando a Igreja está reunida para cultuá-lo.

Quando há distração no culto e a Igreja perde a concentração nele e coloca em outra direção, esquece-se que estamos diante da presença todo-poderosa do Deus Santo e Tremendo (Reverendo).

2. Distração no culto nos torna culpados por quebra da Lei de Deus. Notadamente o mandamento que se quebra quando os nossos pensamentos divagam na hora do culto é o 3º, pois quando estamos cultuando, dialogamos com Deus. Ele nos fala pela pregação (especialmente), leitura e sacramentos; e nós respondemos nos cânticos e oração.

Quando distraímos, o nome de Deus está sendo falado, orado, cantado, lido e pregado em vão e não podemos esquecer a dura advertência: O Senhor não terá por inocente aquele que toma o seu Santo Nome em vão.

3. Mas esse ato não quebra apenas o 3º Mandamento, senão vejamos:

a. Quando dispersamos no culto, qual o motivo de nossa dispersão? O que quer que seja se colocou no lugar de Deus naquele momento, pois foi digno de que a nossa atenção se desvie de Deus para o que for. Então quebramos o 1º Mandamento que diz: Não terás outros deuses diante de mim.

b. Quebramos o 2º Mandamento, pois podemos ver na mente (ou de fato – quando algo acontece ali) a razão pela qual os nossos pensamentos divagam, então ao ser pegos pensando em outra coisa na hora do culto que não em Deus, caímos no pecado da idolatria.

c. Sem dúvidas profanamos o Dia do Senhor. No 4º Mandamento somos lembrados de santificar esse Dia e nos livrar de nossos próprios pensamentos e afazeres para podermos torná-lo santo ao Senhor. Quando usamos alguns segundos do culto a Deus para dar atenção a outra coisa que não o próprio Deus, o Dia do Senhor não foi observado de forma correta.

· Os quatro primeiros mandamentos são mais claros, mas creio que quebramos mandamentos da Segunda tábua também. Como?

d. Há determinações bíblicas para que o culto seja reverentes – inclusive essa de Habacuque e os líderes da Igreja são responsáveis por essa reverência. Quando ela é quebrada, essa autoridade também o é e o 5º Mandamento é quebrado pois desobedecemos.

e. Especialmente na Pregação, as palavras que estão sendo pregada são Espírito e são Vida. As palavras pregadas são vitais para a sua alma e para o seu estado eterno. Se distrair e pensar em outros assuntos é atentar contra a própria vida; e agir para que outros se distraiam também é uma atitude igualmente assina e nos tornamos quebradores do 6º Mandamento.

f. Oséias e muitos outros textos nos mostram como o relacionamento de Deus com o seu povo é tido como conjugal. Ao nos tornar idólatras, conseqüentemente, traímos o nosso cônjuge, pois adulteramos (7º Mandamento) contra Deus com outros ídolos do coração: qualquer coisa que possa desviar a sua atenção no momento de amor entre Deus e seu povo que, nessa vida, acontece no culto.

g. O culto pertence a Deus e profaná-lo é tirar de Deus o que não é nosso. Esse é o conceito básico de furto, por isso, distrair-se no culto nos torna roubadores, quebrando assim o 8º Mandamento.

h. A Bíblia diz que Deus é verdadeiro e mentiroso todo homem; diz que a Palavra de Deus é a Palavra da verdade e se desviar, ainda que por segundos pequenos de dar ouvidos à verdade, abre margem para o Falso Testemunho. Está infringido então o 9º Mandamento quando divagamos no culto – quando a verdade está sendo exposta.

i. Finalmente, ao perder a prioridade de Deus no culto, elegemos prioridades pessoais divergentes de Deus. Quando fazemos isso é o nosso desejo que se coloca acima dos propósitos de Deus e o nome disso é cobiça, nos fazendo assim quebrar o 10º Mandamento.

Como vimos, todos os mandamentos são quebrados quando perdemos a reverência no culto, por ser ele coisa séria diante de Deus. Sem jamais perder a alegria da presença do Senhor, devemos nos policiar para ser alegremente reverentes.

Se o Deus Tremendo requer essa reverência para si quando cultuamos a Ele, qual deve ser a nossa resposta? Habacuque já nos ensinou: O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.

Que o Senhor nos ensine a amar e respeitar o seu culto, a chegar cedo, tomar água e fazer tudo o que for necessário antes do culto, para que naquele momento sublime, possamos nos deleitar na presença de Deus, nosso Pai e Amigo, nosso Rei e Senhor!

A Ele a Glória,

Pr. Samuel Vitalino

Fonte: Prega a Palavra!

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Tatuagem, Piercing e Cia

A igreja nas últimas décadas tem sido alvo de poderoso ataque do maligno, em alguns casos explícito; mas, ele tem sido implícito  muitas vezes, e não são percebidos de imediato. Uma forma eficaz de ação é introduzir o “mundanismo” no meio da congregação. Tudo começa de uma forma muito inocente e inofensiva, mas, no decorrer dos dias, se avoluma e envolve todas as mentes que, influenciadas pelos espíritos malignos enviados pelo diabo, tornam-se cegos, e como tais, destituídos da visão de Deus (espiritual). A carne se manifesta e as coisas esdrúxulas são concebidas como perfeitamente normais.

Em conseqüência, deparamos com igrejas totalmente permissivas quanto aos modos de vida, comuns e aceitáveis àqueles que vivem no “mundo” longe dos princípios eternos do Deus vivo. Os servos de Deus devem observar o seu proceder e agir de uma forma que edifique a todos.  “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer.” (Rm 14:21)

Mas, este mandamento do Senhor não é observado e depara-se com pessoas que se auto-intitulam de “crentes” que escandalizam até mesmo os não salvos.

Por exemplo:
Piercing – Inimaginável no corpo do Servo de Deus. Tem sua origem em rituais religiosos. É mutilar o corpo, templo do Espírito Santo.
Tatuagem – A conotação espiritual impregnada no uso das tatuagens é real. Por mais inocente que seja a figura, traz em si, um significado ritualístico.

 Veja como deve ser o servo:
“Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que crêem, seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza.”(1 Tm 4:12)

Olhando segundo o Espírito de Deus, fica patente, que tudo isto são apenas desejos da carne, uma forma de externar “rebeldia, obstinação, teimosia, etc.”, o querer ser diferente dos demais, é abrir portas para o diabo agir na vida.

Piercing e Tatuagem:
Esquecem-se, que o chamado do Senhor é para que sejam diferentes, separados deste mundo, e que, jamais compartilhem os mesmo prazeres e práticas, veja:
“Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo.”    ( 2Co 6:14-16)

É comum a seguinte desculpa:
A Bíblia não condena! Não existe na Bíblia tal proibição! E semelhantes.

Conclui-se que os que pensam assim, estão destituídos do Espírito Santo de Deus, que edifica a vida e nos capacita a ouvir a voz do Senhor, e ilumina o caminho pelo qual devemos andar.

Paulo escreveu aos de Corinto:

Será que vocês não sabem que o corpo é o Templo do Espírito Santo, que vive em vocês e foi dado por Deus?  Vocês não pertencem a vocês mesmos, pois Deus os comprou e pagou o preço. Portanto, usem os seus corpos para a glória Dele.” (1Co 6.19,20)

Quando nos conscientizamos que somos escravos do Senhor, e que, a nossa vontade deve estar sujeita ao nosso dono e com a idéia que nosso corpo é Templo do Espírito de Deus; chegamos à conclusão: não temos qualquer autoridade de usá-lo de uma forma diferente da considerada convencional. Por conseqüência, é rebelião contra o Senhor, a decisão de encher o corpo de penduricalhos ou piercing e tatuagens.

As desculpas para satisfazer a vontade da carne são inúmeras: o modo de vida dos Israelitas antigos ou mesmo a cultura de um povo estrangeiro podem ser invocados, para justificar uma forma de vestir-se ou agir; Os adeptos do piercing, apelam até para a “argola” que Rebeca usou no nariz!, na tentativa de justificar seu agir errôneo.
Mas, é bom lembrarmos que estamos no Brasil e que o nosso padrão cultural convencional diferem dos demais povos. É preciso andarmos no equilíbrio, sem os exageros comuns aos filhos do mundo.
Amados jovens, amado povo do Senhor, é indispensável que sejamos exemplos e que o mundo veja em nós um diferencial que é resultado de nossa comunhão com o Senhor. Como podem ver o Senhor e o Amor de Deus, se a nossa vida não apresenta exteriormente qualquer tipo de mudança? Seja exemplo! veja a recomendação do Apóstolo Paulo:
”Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que crêem, seja exemplo na conversa, na conduta, no amor, na  e napureza. (1Tm 4.12)

Seja exemplo… na conversa:
É patético encontramos alguém que se diz Servo de Deus, quando abre a boca, dela sai apenas palavras pobres em todos os sentidos. São as muitas gírias (gíria significa: Linguagem de malfeitores, malandros, etc., com a qual procuram não ser entendidos pelas outras pessoas. -Dicionário Aurélio), como podem o cristão usar o mesmo linguajar comum aos malfeitores e malandros? Esta forma de expressão com certeza é imprópria. Timóteo não a usaria de forma alguma.
A santificação deve envolver todas as áreas de nosso ser.
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Rock Cristão?

Este ensaio explica em detalhes quais são os “filtros bíblicos” através dos quais qualquer música tem que passar antes de chamar-se “Cristã” (Efésios 5:18-19; Colossenses 3:16), ou seja, a música deve que conter a correta doutrina e: (a) seus versos deveriam ser edificantes, orientados espiritualmente, claros, de acordo com as verdades bíblicas e apontar ou focalizar a Jesus Cristo; (b) sua partitura (o arranjo das notas musicais) não deveria encobrir a mensagem conduzida pelos versos, mas deveria enriquece-la e (c) seu caráter (as “atitudes” da música e seus executantes) deveriam ser consistentes com a pureza da mensagem que ele pretende conduzir (reverência, adoração, etc.). (Cada um dos filtros acima deve ser estabelecido por si mesmo; ou seja, um aspecto “bom” da natureza da música não pode santificar os outros aspectos.) (Por favor, leia Efésios 5:18-19 e Colossenses 3:16 ao final deste estudo.)

a) Os versos - Nossos cânticos espirituais devem ser suficientemente claros, de forma a comunicar a verdade de forma distinta e devem ser coerentes com a revelação bíblica (a sã doutrina) – as palavras devem estar centralizadas no Senhor Jesus Cristo e deverão encorajar a submissão prática aos mandamentos de Deus em todas as nossas atividades pessoais. A maior parte da música contemporânea cristã pode ser rejeitada apenas com base nos versos – mesmo quando os versos são claramente audíveis, a preeminência das falsas doutrinas e/ou a visão pouco profunda da pessoa e da obra de Jesus Cristo é, para dizer pouco, terrível.

b) A melodia e o arranjo – O significado da palavra Salmo designava, originalmente um beliscar ou golpear com os dedos (nas cordas de um instrument); somente mais tarde assumiu o significado de canção sacra, cantada com acompanhamento musical (Vinés Expository Dictionary of New Testament Words). Nossos salmos, ou os arranjos das notas musicais, são ingredientes vitais daquilo que, em termos gerais, chamamos de “música”. Isto acontece porque esta é a área na qual geralmente somos mais ignorantes. A pesquisa médica apóia claramente a argumentação que os tons musicais e os ritmos por si mesmos (ou seja, sem a letra), podem causar reações físicas e “emocionais”, sobre as quais o ouvinte tem pouco ou nenhum controle. Como os arranjos da música cristã contemporânea, com seus tempos sincopados e suas notas indistintas, são virtualmente impossíveis de ser diferenciados da música secular, devemos nos perguntar se a espiritualidade está sendo corrompida, e a carnalidade sendo propagada. (As pessoas deveriam sempre se perguntar isto, quando está para escutar uma música cristã: estimula a “carne” à “diversão” ou estimula o espírito a louvar ao Senhor?)

c) O caráter – Em nossos hinos, o caráter da música é o componente mais obscuro. O caráter de muito daquilo que é chamado de música “cristã” pode ser definido como carismático, irreverente, universalista, idealista de uma utopia social, superficialmente religioso, neo-evangélico, expressionista, ostentoso, e em muitos outros contextos. (por exemplo, qual é o caráter da música em uma apresentação “cristã”, onde qualquer mensagem que seja apresentada vem pontuada por guitarras estridentes, bombas de fumaça e uma atmosfera geral de frivolidade?) E como o caráter da música nem sempre é prontamente aparente ao ouvinte, ela pode ter um efeito ainda mais insidioso sobre um crente, ou seja, a tolerância ou a aceitação das falsas doutrinas pode surgir pela exposição contínua às atitudes deficientes e impróprias na música. O caráter da música “cristã” é facilmente assimilado pelos ouvintes e isto pode atrai-los para longe da sólida base da Palavra. A música digna do nome de “cristã” deve, ao contrário, estimular e simular as emoções compatíveis com a verdadeira espiritualidade, a resposta apropriada a Deus e à Sua Palavra.

A Origem da Música Rock

A origem da música rock e do termo “rock ‘n’ roll” são muito interessantes. Nos primeiros anos da década de cinqüenta, um disc-jóquei chamado Allan Freed foi uma das primeiras pessoas brancas a se envolver com o “rhythm & blues”, que foi o predecessor direto do rock. A genealogia completa do rock é: do voodoo, para o jazz e blues, para o rock. (David Tame, O Poder Oculto da Música, Ed. Cultrix – SP, p. 205). O “rock ‘n’ roll” foi um tipo de fusão entre o “rhythm & blues” e a música “country & western” Fred foi um dos primeiros brancos a tocar este tipo de música em seu programa radiofônico, e estava muito perplexo, sem saber como chamá-lo, porque obviamente necessitava um novo nome. Ele havia recebido algumas notícias estranhas, de como os jovens reagiam a este novo tipo de música e então decidiu denomina-la usando o termo que as pessoas de cor usavam nos guetos o sexo pré-marital feito no banco de trás dos automóveis. E assim foi cunhado o termo rock ‘n’ roll.

Contraste a verdadeira origem da música rock, citada acima, com aquela que nos foi contada pelo grupo musical “cristão” Petra, nos versos de uma de suas canções, ou seja, que Deus foi a fonte do rock ‘n’ roll:

Deus te deu o rock ‘n’ roll
O colocou no coração de todos
Se você ama o seu som
Não se esqueça de sua inspiração
Você pode voltar atrás
Você pode mudar o caminho

Parece haver um paralelo entre a intenção de “cristianizar” a música rock e a de “cristianizar” as várias práticas pagãs na Roma do quarto século depois de Cristo. As religiões de mistério babilônicas foram introduzidas pelo imperador Constantino em 313 D.C., em suas tentativas de incorporar os pagãos ao Santo Império Romano, recentemente constituído. A igreja romana, guiada por Constantino estava disposta a adaptar e adotar as práticas pagãs, de forma a tornar o cristianismo mais aceitável para os pagãos As festas pagãs foram adotadas no cristianismo e, eventualmente, muitos dos símbolos e ritos pagãos associados a elas foram reinterpretados e adaptados para a fé e práticas cristãs. A cristianização dos costumes, símbolos e ritos pagãos aconteceu enquanto que o cristianismo teve que sofrer uma transformação, de forma que os pagãos pudessem se “converter” sem deixar seus ritos e velhas crenças.

Não haverá a igreja de hoje feito, talvez, a mesma adoção, reinterpretação e “cristianização” daquilo que é chamado de “música rock” de forma a tornar mais aceitável o cristianismo para os jovens perdidos? E esta abordagem não se compara ao método tradicional Católico Romano de converter os pagãos – primeiro adotar as práticas pagãs e então reaplicar um significado bíblico a elas? Desta forma, os antigos pagãos podem manter sua herança idólatra simplesmente renomeando os ídolos e mudando a terminologia usada na sua adoração.

Aqueles que hoje são capazes de ver claramente o erro e a futilidade da “cristianização” da psicologia e das psicoterapias seculares meramente pela rotulagem destas como psicologia “cristã” e clínicas psiquiátricas “cristãs”, são incapazes, de alguma forma, de ver que têm incorporado o mesmo processo errôneo de rotulagem, tomando a música rock secular, adotando versos cristãos e rotulando-a como rock “cristão”. Desde quando alguma coisa se torna cristã simplesmente pela “cristianização” da terminologia e com a colocação do nome de Cristo na frente? Não devemos nós chamar aos não convertidos para fora do secularismo e leva-los ao arrependimento e justiça, em lugar de imitar sua cultura?
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Cristologia – A pessoa de Cristo

O plano da salvação de Deus depende do fato de Jesus ser Deus-homem. Por isso, o estudo da natureza e pessoa de Cristo, conhecido como Cristologia, é fundamental para o Cristianismo. Se a posição cristológica está equivocada, outras doutrinas também sofrerão.
      Como Deus, Cristo é criador (Cl 1.15), cabeça da igreja (Cl 1.18), a mais elevada autoridade (Mt 28.18), sustentáculo de todas as coisas (Hb1.3) e Rei dos reis (Ap17.14). 
       Como homem, ele é o filho da mulher (Gl 4.4), mediador (I Tm 2.5), servo (Fp 2.7) e sumo sacerdote (Hb 7.11.22).
Três verdades importantes fazem parte da cristologia evangélica:
  • A realidade das duas naturezas de Cristo: ele é Deus e homem;
  • A integridade das duas naturezas de Cristo: elas não são contraditórias; e
  • A união distinta dessas duas naturezas em um: cada natureza independe da outra.
       Pelo fato de a encarnação ser um ministério (1Tm 3.16), surgiram muitas controvérsias na Igreja primitiva em torno da questão como Deus e homem podem ser um. Os ebionitas, judeus sutentavam a crença em um Deus, argumentavam que não era divino; acreditavam que Deus escolheu o homem para ser o Messias porque Jesus cumpriu a Lei mosaica. O arianismo, heresia do quarto século, declarava que  Cristo era uma criatura menos que Deus, porém mais que homem. Os agnósticos negavam a plena humanindade de Cristo. Todas essas heresias foram refutadas pelo Concílio de Calcedônia, em 451 d.C., no qual se declarou que Jesus é verdadeiramente Deus com plena divindade e verdadeiramente homem com plena humanidade (Jo 1.14; At 17.3;Hb 2.14). Ele é profeta (Jo 6.14; 7.40), Sacerdote (Hb 3.1; 4;14) e Rei (Sl 2.6;Mq 5.2).
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